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Crescem casos de stalkerware no Brasil; saiba como identificá-los e removê-los

Um dentre quatro brasileiros é ou já foi vítima desse tipo de aplicativo espião, geralmente usado por cônjuges abusivos para monitorar a atividade do parceiro; prática é considerada crime no Brasil.

Você certamente já ouviu falar do termo stalker, usado para se referir a uma pessoa que persegue outra de forma obsessiva, seja seguindo seus passos na rua, bombardeando-a com mensagens indesejadas ou tentando conseguir alguma forma de contato de maneira insistente. 

Mas… e um stalkerware, você sabe o que é? Como o próprio nome sugere, os stalkerwares são programas instalados em dispositivos eletrônicos por alguém que deseja espionar um determinado indivíduo o tempo todo. Por meio deles, o stalker está sempre ciente sobre o que a vítima está acessando, com quem está conversando e até mesmo por onde anda. No Brasil, a lei 14.132 de 2021 alterou o Código Penal para transformar essa prática em um crime punível com reclusão de até dois anos.

Ainda assim, de acordo com uma recente pesquisa da Kaspersky, um dentre quatro brasileiros é ou já foi vítima de um stalkerware. Os casos mais comuns são os de pessoas que usam os programas espiões para ficar de olho nos cônjuges. Aliás, o que diferencia um stalkerware de um spyware é justamente o fato de que o primeiro tem como único objetivo uma perseguição pessoal, enquanto o segundo é usado por criminosos cibernéticos para roubar dados pessoais. 

De olho em você

De acordo com o estudo da Kaspersky mencionado anteriormente,  apenas 30% dos internautas entrevistados sabiam o que é um stalkerware. Desse montante, 32% eram homens e 29% eram mulheres. O celular é o dispositivo mais usado para tal prática, respondendo por 54% dos casos. No entanto, a espionagem também pode acontecer através de dispositivos específicos de monitoramento (36%), programas instalados no computador (24%), webcam (14%) e até mesmo via aparelhos domésticos inteligentes (12%). O stalking virtual, segundo especialistas, pode ser considerado uma forma de violência psicológica — e é enquadrado na lei.

“Esta instalação ocorre de maneira discreta e sem o conhecimento da vítima. E faz sentido o celular estar na primeira posição, já que ele permite o rastreamento da localização junto com o acesso a informações privadas, como chamadas telefônicas, conversas via aplicações e o e-mail.” explica Fábio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

Como saber se estou sendo perseguido(a)?

Não é tão fácil identificar um stalkerware, visto que eles costumam ser um tanto discretos; porém, há alguns indícios nos quais você pode ficar de olho. Observe se, de forma repentina, seu dispositivo começou a apresentar um desempenho mais baixo do que o normal, sofrendo com travamentos constantes e lentidão ao abrir outros aplicativos. Um stalkerware também costuma drenar a bateria de um smartphone, então vale a pena checar se a autonomia energética do gadget decaiu da noite para o dia. Por fim, verifique se o celular está esquentando mais do que o normal. Mas, tenha calma, porque esses também podem ser indícios de que o aparelho está obsoleto, e não necessariamente infectado.

Esse tipo de software espião não costuma criar um ícone na bandeja de aplicativos, mas você pode entrar na janela de configurações do seu telefone e checar manualmente todos os módulos, processos e apps que estão instalados e em execução. Se encontrar um arquivo ou aplicativo suspeito, que você não se lembre de ter instalado, é melhor removê-los imediatamente. Muitas soluções antivírus também são capazes de identificar stalkerwares e eliminá-los de forma automática, então vale a pena investir em uma ferramenta desse tipo. Em último caso, se tudo mais falhar, restaure o smartphone para os padrões de fábrica.

Produção: Equipe de Conteúdo da Perallis Security