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ALERTA: Golpes cibernéticos em massa usando a PANDEMIA como pretexto

Muitos golpistas estão se aproveitando da crise provocada pelo coronavírus para tirar vantagens sobre outras pessoas. Fique por dentro dos golpes mais usados e não seja a próxima vítima!

 

Com a intensificação das preocupações acerca da COVID-19, muitos cibercriminosos têm se aproveitado do medo e desespero da população geral para aplicar golpes digitais, usando as mais diversas iscas para atrair vítimas.

Neste artigo, vamos expor e analisar alguns dos golpes mais frequentes, ensinando a você como se manter seguro diante dessas fraudes.

 

Campanhas de arrecadação para o governo

 

Um dos golpes mais comuns, dentre os observados nas últimas semanas, é a criação de campanhas online de arrecadação monetária, em nome do governo. A maioria dessas campanhas falsas surgiu em formato de “vaquinha”, usando plataformas de doação online. Ao se deparar com uma campanha desse tipo, procure uma fonte oficial do governo ou de qualquer outra instituição que estaria sendo “beneficiada”. Geralmente, instituições públicas e estatais não promovem qualquer tipo de arrecadação financeira de maneira online. Fique atento!

 

GOLPES DE WHATSAPP


A grande maioria dos golpes de coronavírus estão circulando pelo WhatsApp. Assim como já aconteceu em outros momentos recentes, esse aplicativo de mensagens instantâneas é a forma mais rápida e eficiente de se divulgar qualquer tipo de informação e notícia, mais eficiente até que canais oficiais de imprensa. Desde correntes de texto até áudios de “especialistas”, os criminosos estão se aproveitando de todas as ferramentas oferecidas pelo WhatsApp para tirar alguma vantagem.Confira alguns tipos de golpes e quais perigos eles oferecem:

 

Serviço de testagem de COVID-19 em domicílio

 

Uma nota oficial do Governo do Estado de São Paulo explica “imagens compartilhadas por aplicativos de mensagem divulgam, erroneamente, informações de que serviços municipais e estaduais fazem teste para Covid-19 em casa. Os números fazem referência a serviços de Vigilância de Salvador (BA), que por meio de nota explicou que a informação é falsa”. 

Além disso, em outros casos, a pessoa contada deveria fornecer informações de contato e endereço. Nunca é possível saber, ao certo, quais as reais intenções de coletar esse tipo de informação pessoal de alguém, porém, as possibilidades variam desde planejamento de roubo até uso em fraudes virtuais. Por isso, siga as orientações oficiais e, caso seja necessário testar a positividade da doença, procure unidades de saúde.

 

Doação de álcool em gel e máscaras


Um outro golpe comum sendo repassado por WhatsApp é de que algumas empresas estariam produzindo e doando álcool em gel para a população, e fazendo a distribuição em alguns pontos específicos das cidades. Nesse caso, houve a distorção de alguns fatos reais, de algumas empresas estão de fato produzindo e doando álcool em gel, só que apenas para hospitais. 

O agravante é que os golpistas criaram sites em que a vítima poderia verificar o local mais próximo para retirar sua unidade de gel, após inserir seu CEP. Não temos conhecimento se alguma vítima de fato tentou retirar o produto, mas podemos afirmar que havia o risco de ser uma tentativa de roubo físico ou mesmo sequestro, além de que os criminosos agora tem informação de endereço da vítima. 


Auxílio Cidadão 2020

 

Após a divulgação, por parte do Governo Federal, que será oferecido um auxílio para trabalhadores autônomos, golpistas criaram sites falsos a fim de que as vítimas se cadastrassem e fornecessem suas informações. De acordo com a IstoÉ, “ o link para o qual a pessoa é direcionada pede para fazer um falso cadastro, quando na verdade, o site está roubando os dados”.


Aplicativos maliciosos



Outro golpe bastante comum nas últimas semanas é o uso de aplicativos falsos e maliciosos. Esses aplicativos se dizem comprometidos a informar a vítima sobre a situação do coronavírus em sua região e no mundo, quando, na verdade, são formas de sequestrar dados e pedir recompensas em dinheiro. Confira alguns desses aplicativos:


  • CovidLock: promete avisar quando um paciente infectado estiver próximo ao usuário, mas modifica a senha de desbloqueio do celular e exige um pagamento de US$ 100;

  • COVID-19 Tracker: promete fornecer dados sobre a situação do vírus, mas bloqueia o celular e exige pagamento;

  • corona live 1.1: finge ser um app “ao vivo” que usa informações do instituto John Hopkins, mas, na verdade, ele rastreia o usuário e sequestra os arquivos de seu dispositivo;

  • Apps de mapeamento da situação do vírus: prometem mostrar em tempo real a situação do vírus no mundo, quando, na realidade, estão roubando dados do dispositivos e, alguns, ativam a câmera do dispositivo.


 

Informações falsas

 

Alguns golpes são em formato de informações ou notícias falsas, as famosas fake news, que colaboram para intensificar a histeria coletiva. Esse tipo de golpe não necessariamente traz benefícios ao criminoso, mas pode causar danos catastróficos para a vítima. Confira alguns exemplos e suas consequências:

  • Hidroxicloroquina é a cura para o COVID-19. Falso! Ao confiarem nessa afirmação e comprarem medicamentos com essa substância, as pessoas contribuem para o encarecimento dos remédios, prejudicando quem realmente precisa dessa substância. 

  • Animais de estimação podem transmitir COVID-19 para seus donos. Falso! Muitas pessoas estão abandonando seus pets por acreditarem nessa falácia!

Depois de analisar todas essas possibilidades de golpes testadas até o momento e tendo em mente que ainda surgirão mais fraudes pela frente, nossa sugestão é: atenha-se às fontes oficiais! Não acredite nem compartilhe informações antes de verificar nas devidas instituições oficiais se são de fato reais. Siga as orientações de higiene e quarentena, fique antenado nas notícias verdadeiras e não clique em links suspeitos!

Além disso, se você for gestor ou responsável pela segurança da informação de sua empresa, desenvolver uma cultura de cibersegurança é fundamental para garantir que você e seus usuários não sejam vítimas em golpes futuros. Uma forma inovadora de se fazer isso é utilizando plataformas de conscientização em cibersegurança gamificadas, como a plataforma Hacker Rangers, que foge da abordagem tradicional(palestras e cursos obrigatórios) e foca no usuário como seu principal aliado. 

Julia
Autora: Júlia Araújo

Analista de Cultura de Cibersegurança na Hacker Rangers

Referências: